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Dia do Homem - Cuidar da saúde também é coisa de homem!

O Dia dos Homens é comemorado anualmente em 15 de julho no Brasil.

Fonte: BlogHBPSCS

Esta data foi inspirada no Dia Internacional do Homem (19 de novembro), e tem o objetivo de conscientizar a população masculina sobre os cuidados que devem tomar com a sua saúde.

No Brasil, o Dia do Homem foi criado por iniciativa da Ordem Nacional dos Escritores e é celebrado no país desde 1992.

O mês foi escolhido devido à chegada do homem à Lua, no ano de 1969, como uma forma de marco. O intuito da data, no Brasil, é chamar a atenção da classe masculina para se cuidar e dar mais atenção à sua própria saúde. Além disso, há ainda a discussão sobre o paradigma do homem contemporâneo, que já não segue o mesmo padrão comportamental do século passado, nem em seu seio familiar nem em seu trabalho ou na convivência com círculos de amigos.

O Dia Internacional do Homem é celebrado em vários outros países no dia 19 de novembro, data conhecida por International Men's Day.

O Dia do Homem começou a ser comemorado em 1999, em Trinidad e Tobago, pelo Dr. Jerome Teelucksingh, que com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), criou a data com o intuito de conscientizar as pessoas sobre os cuidados da saúde e igualdade de gênero masculino.

Durante todo o mês de novembro é celebrado a nível internacional o chamado "Novembro Azul" ou "Movember" (uma combinação de “moustache”, que significa “bigode”, e “november” que quer dizer “novembro”), uma iniciativa que também busca reforçar a consciência da preservação da saúde do indivíduo do sexo masculino.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o homem vive cerca de sete anos menos que as mulheres, pela falta de cuidado com sua saúde. De acordo com um estudo desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 51% dos 3500 homens entrevistados não costumam ir ao urologista ou cardiologista com a frequência recomendada, já 83% não conhecem os sintomas da andropausa, e 59% não sabem qual a medida ideal da circunferência abdominal para evitar problemas de saúde, entre eles as doenças cardíacas. Além disso, 28% dos homens entrevistados têm mais medo de ficar impotente do que de perder o emprego. Um dado que surpreendeu foi o alto índice de automedicação em casos de disfunção erétil. A pesquisa mostrou que 62% dos homens usaram estimulantes sem indicação médica, dos quais 41% por recomendação de amigos e 47% com o objetivo de aumentar o apetite sexual.

Muitos também não procuram ajuda especializada para não serem vistos como fracos. Tudo isso é resultado de padrões de masculinidade impostos culturalmente. E esse padrão masculino não é visto apenas no Brasil, uma pesquisa encomendada pelo Orlando Health, sistema hospitalar dos Estados Unidos, revelou em 2014 os principais motivos da resistência masculina quando entra em cena o consultório médico:

22% tinha coisas demais para fazer

21% disse ter medo de descobrir qual era o problema

18% evitava os exames médicos constrangedores

8% não gostava das perguntas pessoais que os médicos podiam fazer

7% não gosta de subir na balança para se pesar

7% não gosta de ficar nu embaixo da camisola hospitalar

4% disse fazer muito frio na sala de exames

No Brasil não existe uma cultura de prevenção e os médicos são só procurados quando já há algum problema.

Na Urologia por preconceito ou pudor, o urologista só é procurado quando a doença já se apresentou ou deixou alguma alteração orgânica ou psicológica.

Mas essa negligência pode trazer riscos para a saúde, já que a prevenção é o segredo para uma vida saudável. O homem apresenta uma grande variedade de doenças que têm seus picos de incidência em diferentes fases da vida.

Abaixo listo as fases e algumas doenças mais importantes, do ponto de vista urológico.

- Infância

Além da fimose, que é a dificuldade ou incapacidade de retrair o prepúcio, outra queixa frequente é a criptorquidia que é a ausência de um ou os dois testículos na bolsa escrotal, pela não-descida deles do abdômen para o escroto.

- Juventude

A principal delas nessa faixa etária são as doenças sexualmente transmissíveis (DST’S) e a ejaculação precoce.

Sexo sem proteção pode resultar em infecções sexualmente transmissíveis e não há como fugir dessa realidade. Já a ejaculação precoce é a disfunção sexual masculina, mais frequente, caracterizada pela ejaculação que ocorre sempre, ou quase sempre, antes do tempo satisfatório para o casal, na maioria das vezes envolve um nível de ansiedade elevado, mas também pode ter causas orgânicas ou físicas.

Na juventude e adultos jovens, o tumor de testículo, com alto índice de cura, quando diagnosticado no início.

Não podemos nos esquecer também de que é importantíssimo orientar esses jovens sobre prevenção da gravidez. A contracepção ainda é uma responsabilidade que recai com mais força sobre as mulheres, no entanto, de que se trata de uma atribuição que cabe aos dois sexos, com igual peso.

- Fase adulta e Terceira idade

Nesta fase da vida o homem apresenta com queixa comum a disfunção erétil, que é a incapacidade de o homem manter uma ereção que possibilite uma atividade sexual satisfatória. Hoje consideramos a disfunção erétil como marcador de algum problema de saúde, principalmente cardiológicos, não descartamos problemas psicológicos, já que stress, ansiedade e depressão também são fatores influentes, além de alterações hormonais, principalmente a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), antigamente denominada de Andropausa.

Cito nessa fase o câncer de próstata, bexiga (principalmente em fumantes), rim e o câncer de pênis também são mais prevalentes nessa fase da vida.

Abaixo disponibilizo a cartilha da saúde do homem elaborada pela Sociedade Brasileira de Urologia e a política do Ministério da Saúde para acolher os homens no Sistema de Saude (SUS):

http://portaldaurologia.org.br/pdf/CARTILHA_UROLOGICA.pdf

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) - Ministério de Saúde

A Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) tem como diretriz promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão de Estados e Municípios.

Para atingir o seu objetivo geral, que é ampliar e melhorar o acesso da população masculina adulta – 20 a 59 anos – do Brasil aos serviços de saúde, a Política Nacional de Saúde do Homem é desenvolvida a partir de cinco (05) eixos temáticos:

• Acesso e Acolhimento: objetiva reorganizar as ações de saúde, através de uma proposta inclusiva, na qual os homens considerem os serviços de saúde também como espaços masculinos e, por sua vez, os serviços reconheçam os homens como sujeitos que necessitam de cuidados.

• Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva: busca sensibilizar gestores(as), profissionais de saúde e a população em geral para reconhecer os homens como sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos, os envolvendo nas ações voltadas a esse fim e implementando estratégias para aproximá-los desta temática.

• Paternidade e Cuidado: objetiva sensibilizar gestores(as), profissionais de saúde e a população em geral sobre os benefícios do envolvimento ativo dos homens com em todas as fases da gestação e nas ações de cuidado com seus(uas) filhos(as), destacando como esta participação pode trazer saúde, bem-estar e fortalecimento de vínculos saudáveis entre crianças, homens e suas (eus) parceiras(os).

• Doenças prevalentes na população masculina: busca fortalecer a assistência básica no cuidado à saúde dos homens, facilitando e garantindo o acesso e a qualidade da atenção necessária ao enfrentamento dos fatores de risco das doenças e dos agravos à saúde.

• Prevenção de Violências e Acidentes: visa propor e/ou desenvolver ações que chamem atenção para a grave e contundente relação entre a população masculina e as violências (em especial a violência urbana) e acidentes, sensibilizando a população em geral e os profissionais de saúde sobre o tema.

Por: Dr. José David Kartabil - Urologista

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