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Videolaparoscopia: HBSJ há mais de 10 anos não realiza nenhuma colecistectomia aberta


Foto: Divulgação

A videolaparoscopia é considerada um procedimento de alta complexidade, essas são cirurgias que exigem tratamentos diferenciados. Além do alto grau de especialização médica e das equipes de apoio, se faz necessário também equipamentos e materiais de última geração.
 São casos que demandam o atendimento por médicos e enfermeiros muito bem preparados e com o auxílio dos melhores recursos tecnológicos disponíveis na medicina.


O Hospital Beneficente São João (HBSJ) vem se preparando para tornar-se referência regional, e há mais de 10 anos não realiza nenhuma colecistectomia (cirurgia de vesícula) aberta, inclusive as cirurgias do Sistema Único (SUS), apenas com o auxílio da videolaparoscopia, algumas cirurgias de retiradas de apêndice, retiradas de ovários, ligaduras tubárias, intestino/colon e hérnias (hernioplastia inguinal) estão em ascensão. Nos últimos anos o HBSJ agregou a Cirurgia Bariátrica, todas realizadas pela técnica minimamente invasiva. Também são realizados procedimentos em outras especialidades utilizando a “Torre”  de Videolaparoscopia da STORZ, como a artroscopia, e Cirurgias de Próstatas, Bexiga (ressecções transuretrais = RTU), e Ureterolitotripsias.

Com a futura incorporação da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e a aquisição de outra caixa de matérias de laparoscopia, o HBSJ terá um grande salto, na realização de um número maior e mais complexos de procedimentos, atendendo toda a Região.


Foto: Divulgação

A videolaparoscopia

O termo “láparos” vem do grego e significa abdome. Laparoscopia se referia, a princípio, a uma maneira de olhar dentro do abdome. Hoje em dia, contudo, ela se refere a uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva, muito utilizada em cirurgias abdominais,  ginecológicas e urológicas ou outras (mesmo fora do abdome), mas consagrada para a retirada da vesícula biliar, que foi seu primeiro uso, em 1987, embora já houvesse antecedentes menos ambiciosos desde 1960.

A videolaparoscopia ou laparoscopia  é um método diagnóstico e cirúrgico que busca a máxima preservação da anatomia com a mínima agressão ao organismo. Por isso a chama-se de minimamente invasiva, já que os cortes são pequenos, de no máximo 10 mm.

O primeiro passo para a realização de uma laparoscopia é a criação de um espaço para o trabalho com a confecção do pneumoperitônio, geralmente pela punção com agulha de Veress (usualmente no umbigo) e insuflação de dióxido de carbono, a seguir, um trocater é utilizado para criar um ou mais portais através dos quais o cirurgião pode utilizar ópticas, pinças, grampeadores, aspiradores ou mais instrumentos necessários a realização do ato cirúrgico, é feito no hospital sob anestesia geral, isso acoplada a uma câmera e monitores de alta definição.

No auxílio da visualização a iluminação do interior da cavidade é  obtida por uma fonte de luz que através de um cabo que pode ser de fibra ótica ou de cristal líquido transporta um feixe de luz até a ótica, iluminando, assim, a cavidade abdominal. Isso causa muito menos trauma ao corpo do que em procedimentos convencionais como a cirurgia aberta, que demanda um grande corte no abdômen da pessoa. Essa câmera permite que o médico tenha uma visão nítida, ampliada e em alta definição da cavidade abdominal e pélvica. Assim, conseguimos  fazer uma avaliação minuciosa dos órgãos e tecidos internos.

A laparoscopia é muito utilizada em casos de inflamação da vesícula biliar, remoção de cistos e do rim (ou de partes dele), mas também pode ser aplicada quando há apendicite, endometriose, cirurgia bariátrica, cirurgia da incontinência urinária, câncer de ovário, doença inflamatória pélvica e tumores de cólon e reto, além de miomas, também é utilizada como meio de diagnóstico de inúmeras patologias.

As vantagens deste procedimento em relação à cirurgia convencional, entre outros, reside no fato de ser esta técnica mais estética, ter menos dor no pós-operatório, possibilitar alta hospitalar mais precoce com retorno também mais precoce às atividades do dia a dia, extremamente importante no nosso mercado de trabalho, menor índice de infecção e custo.

A técnica está aprovada para a maioria das doenças  pelo SUS, mas poucos hospitais fazem, por conta do custo, falta de material entre outros motivos. É uma cirurgia momentaneamente mais cara, o material tem um custo alto que será amortizado com o fato do paciente ter alta mais rápido e representar um custo social menor, alguns dados do Ministério da Saúde, reportam que apenas 30% das colecistectomias (cirurgias de vesículas) são realizadas utilizando a via video-laparoscópica, no país.


Edição: Assessoria de Imprensa HBSJ | Informação: Dr. José David Kartabil

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